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sábado, 18 de julho de 2015

Biografias musicais para a Rádio Nacional/Funarte - Rafael Rabello


Estúdio F
Raphael Rabello
Bloco 1

Á U D I O T E X T O
Música-tema entra e fica em BG;
Locutor - A Rádio Nacional apresenta
ESTUDIO F,
Momentos Musicais da Funarte
Apresentação de Paulo Cesar Soares (1’25”)
Entra “Meu avô”, fica por 50” cai permanecendo como bg na fala abaixo
https://www.youtube.com/watch?v=1urIue12pRY
Paulo César: Ele é considerado o “Mozart” (Môzar) do violão brasileiro. Na adolescência, já tinha o dedilhar comparável aos de músicos consagrados e não demorou a tocar seu vilão de sete cordas acompanhando nomes como Tom Jobim, Ney Matogrosso, HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Paco_de_LucHYPERLINK http://pt.wikipedia.org/wiki/João_BoscoClara Nunes, Paco de Lucía e muitos outros. Solista, arranjador, músico de estúdio, grande concertista, transitou pelo choro, flamenco, bossa nova e música clássica. Nosso homenageado deste Estúdio F foi um dos violonistas brasileiros mais requisitados dos anos 80 e 90. Com vocês, Raphael Rabello!


Sobe "HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho"Meu avôHYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho"",HYPERLINK http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho termina como bg do trecho abaixo


Paulo César: Esse foi o choro “Meu avô”, composto por Raphael Rabello em homenagem ao avô materno, HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho"José de Queiroz Baptista, grande responsável pelo amor que nosso homengeado teve pela música desde muito cedo. Nessa versão, tocada no Teatro Pedro Segundo, em Ribeirão Preto, “Meu avô” é executada por Luis Cipriano, no violão; João Roberto, no violão de 7 cordas; Alessandro Amaral, no cavaquinho, e Jefferson Roani, na percussão.(2’26”)
Raphael Rabello nasceu em 31 de outubro de 1962, na cidade fluminense de Petrópolis, numa família muito ligada à música. Caçula de nove filhos, quando escolheu a arte como profissão, suas irmãs já faziam parte do métier (metiê): Amélia Rabello era cantora e Luciana Rabello, conhecida pelo dom com as cordas: violões e cavaquinhos.
HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho"Quem ensinou a Raphael os primeiros acordes no violão foi seu irmão, Ruy Fabiano, quando tinha apenas sete anos de idade. HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho"Contam os mais próximos que Raphael, aos 12 anos, passava horas acompanhando, com o violão de 7 cordas, as melodias dos discos HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho""HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho"Choros imortaisHYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho""HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho", de Altamiro Carrilho, na vitrola de casa. Uma das músicas acompanhadas pelo jovem promissor era o choro “Urubu malandro”, que estamos ouvindoHYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaqui. Não demorou muito para que ele fizesse com desenvoltura os próprios arranjos para grandes obras. (30”)
Entra “Urubu malandro”, em bg no trecho grifado, sobe ao fim da fala do apresentador e fica até o final. (3’03)
http://www.lastfm.com.br/music/Altamiro+Carrilho/Choros+Imortais+N.2#spotify-account-created (Você vai ter que entrar com a conta do facebook para baixar essa música)HYPERLINK http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaquinho
Paulo César: Inspiração para Raphael Rabello, Altamiro Carrilho, que acabamos de ouvir, era acompanhado pelo Regional do Canhoto. O violonista do conjunto, Jayme Florence (Florênse), mais conhecido como Meira, foi o instrutor de Baden Powell nos anos quarenta e acabou se tornando professor de Raphael Rabello. Foi ele quem ensinou Raphael a ler partituras e deu uma instrução mais formal ao garoto. Mas a grade influência do menino era ‘Dino 7 cordas’, veterano do grupo ‘Época de Ouro’.
Aliás, foi acompanhando esse grupo que Raphael iniciou sua carreira como profissional, aos 14 anos de idade. Ao lado da irmã Luciana, no cavaquinho; Paulo Alves, no bandolim; Téo, no violão de seis cordas e Mario Florêncio, no pandeiro, formaram o conjunto “Os Carioquinhas”. Nesse período, contam os companheiros de Raphael que ele até chegou a se nomear “Raphael 7 cordas”, tamanha a admiração por Dino. E o veterano músico não poupava Raphael de elogios, dizendo que ele não tinha limitações: nem de agilidade, nem de técnica. Que o jovem, de bom gosto harmônico, era um artista completo. Mas... não se sabe por que motivo, Dino nunca aceitou ser professor de Raphael.
Na vitrola do Estúdio F, agora, o choro “Um a zero”, executado na turnê de 1978 do Projeto Pixinguinha, pelos “Carioquinhas”, com violão do então adolescente Raphael Rabello, que precisava ainda de autorização do Juizado de menores para tocar nas noites, mas que já fazia música como gente grande. (1’30”)
Entra “1X0” e fica até o final. (2’15”)
Apresentador: Aos quinze anos, Raphael Rabello gravou o álbum "Os Carioquinhas", lançado pela Som Livre. Durante as gravações desse disco, conheceu Radamés Gnattali, que veio a ser uma das figuras mais importantes de sua trajetória. Inclusive, dez anos depois, a parceria resultou em um disco em que Raphael gravou composições de Radamés. Juntos, também fizeram uma homenagem ao músico “Aníbal Augusto Sardinha”, o Garoto. Raphael Rabello e Radamés Gnattali, dois gênios da música, tocam agora, a valsa-choro “Desvairada”, gravada no LP “Tributo a Garoto”, lançado em 1984 pela Funarte. (25”)
Entra “Desvairada” como bg trecho grifado acima e fica até o final. (2’59”) https://www.youtube.com/watch?v=SXoTMLUyf4c
Apresentador: Em 1978, o conjunto do qual Raphael Rabello fazia parte, “Os Carioquinhas”, recebeu o violonista Luís Otávio Braga e transformou-se na “Camerata Carioca”. O conjunto, que teria outras formações, foi criado para acompanhar o bandolinista Joel Nascimento na execução da suíte "Retratos", escrita na década de 1950 por Radamés Gnattali.
O nome do conjunto, “Camerata Carioca”, foi dado pelo poeta e produtor Hermínio Bello de Carvalho, que produziu um show e um disco intitulados "Tributo a Jacob do Bandolim", ambos com participação especial do próprio Radamés. Vamos ouvir agora uma das obras primas desse disco: de Jacib do Bandolim, “Vibrações”. (45”)


Entra “Vibrações” como bg trecho do acima e fica até o final.(2’33”)
(Anexa – cortar no tempo indicado)
Apresentador: No próximo bloco, de adolescente promissor a grande estrela: Raphael Rabello estreia como arranjador e músico de estúdio e torna-se o violonista mais requisitado dos anos 80 e 90.(12”)

Locutor: Estamos apresentando Estúdio F,
Momentos Musicais da Funarte. (3”)

OBS: O primeiro bloco tem um total de (20')

I N T E R V A L O

  • Insert Chamada Funarte (23”)
Locutor - Continuamos com Estúdio F
Entra “Minha Missão” e termina como bg do trecho abaixo. 3’22”
https://www.youtube.com/watch?v=MvillPVaqXc
Apresentador: Você ouviu Clara Nunes cantando “Minha Missão”, música de João Nogueira, acompanhada do homenageado deste Estúdio F, Raphael Rabello, em gravação de 1981.
Se aos 14 anos, Raphael Rabello fez seu primeiro registro fonográfico a convite do violonista clássico Turibio Santos, no início dos anos 80 foi Oscar Castro Neves o responsável por Raphael começar a atuar como músico de estúdio. Perfeccionista, famoso por aliar técnica impecável e sensibilidade interpretativa, Raphael realizou mais de quatrocentas gravações com diversos artistas, como Clara Nunes, que acabamos de ouvir.
Além de choros, valsas e polcas, Raphael Rabello gravou sambas com grandes nomes e foi além: desenvolveu um modo ritmado de executar samba para violão que é reproduzido por diversos violonistas hoje em dia.
Como arranjador, fez seu primeiro trabalho no disco do conjunto “Galo Preto”, em 1981, na faixa "Meu tempo de garoto": música de Paulinho da Viola e Cristóvão Bastos. O LP foi considerado pelos críticos do ‘Jornal do Brasil’ e da revista “Playboy” como um dos dez melhores lançamentos instrumentais de 81. (45”)
Entra “Meu tempo de Garoto” como bg do trech e o acima, sobe fica até o final. (4’11”)
Anexa
Apresentador: No ano seguinte à estreia como arranjador, Raphael Rabello gravou o primeiro disco solo, intitulado "Rafael Sete Cordas" e lançado pela Polygram. Além de tocar, ele mesmo fez os arranjos, inclusive para “Praça Sete”, composição de Horondino José da Silva, o tão admirado Dino. Vamos ouvir agora essa homenagem de Raphael ao seu ídolo. (24”)
Entra “Praça Sete” e fica até o final.(1’38”)
Anexa
Apresentador: Como era muito versátil, Raphael acabou tendo em seu repertório Villa-Lobos, Dilermando Reis e outros grandes compositores. Atuou por diversas vezes em duos como com Chiquinho do Acordeom, Paulo Moura e até ‘Dininho’, filho de Dino 7 Cordas. Uma das parcerias de maior sucesso foi o disco gravado com Ney Matogrosso em 1990, "À Flor da Pele". Na música “Autonomia”, de Cartola, Raphael sobe escalas tremulando, alterna andamentos, tornando ainda mais emocionantes as frases de Ney. (15”)
Entra “Autonomia” como bg no trecho acima, sobe e fica até o final. (2’21”)
(começa em 25’59”)

Apresentador: Amélia Rabello, irmã de Raphael, foi a grande intérprete de suas composições, e Paulo César Pinheiro e Aldir Blanc, seus letristas mais recorrentes. No CD “Todas as canções”, lançado em 2011, com produção da outra irmã de Raphael, Luciana Rabello, foram reunidas todas as 18 canções compostas por Raphael. Onze delas, até então inéditas, haviam sido apresentadas apenas em shows. Na sequência: Salmo. (30”)

Entra “Salmo” e fica até o final. (4’56”)


Apresentador: No próximo bloco, o sucesso internacional, a morte prematura e as homenagens de grandes artistas a Raphael Rabello.(12”)

Locutor: Estamos apresentando Estúdio F,
Momentos Musicais da Funarte. (3”)

OBS: O primeiro bloco tem um total de (20')

I N T E R V A L O

  • Insert Chamada Funarte (23”)
Locutor - Continuamos com Estúdio F
Abrir com “Todo sentimento” que fica até o final. (3’03”)
Apresentador: Ouvimos a música “Todo sentimento”, parceria de Chico Buarque e Cristóvão Bastos gravada por Raphael Rabello e Elizeth Cardoso. Um registro que é o maior exemplo de superação de Raphael: foi realizado em 1989, apenas quatro meses depois do violonista sofrer um grave acidente de carro. O disco só foi lançado em 1991, depois da morte de Elizeth.
Raphael iria se apresentar no Teatro Cultura Artística, em São Paulo, na noite do acidente. A batida não só impediu o show como marcou o início de uma história de muita dor. Raphael teve fraturas múltiplas no braço e, durante a cirurgia, precisou de uma transfusão de sangue. O braço ficou recuperado depois de algum tempo, mas Raphael contraiu o vírus HIV na transfusão. No desespero, recorreu às drogas, em especial à anfetamina, para ter forças de lutar pela tão sonhada carreira internacional. No ano de 1992, Rafael lança os álbuns ‘Dois Irmãos’, com Paulo Moura, e ‘Todos os Tons’, em homenagem a Tom Jobim. Um dos destaques do disco é o ‘Samba do avião’, executada em parceria com outro violonista genial, o espanhol Paco de Lucía. (1’)
Entra Samba do avião como bg trecho acima, sobe e fica até os 15” finais que fica como bg trecho abaixo até o final.
(Cortar em 2’17”)
https://www.youtube.com/watch?v=56YEwtID8To
Apresentador: Fora do país, Raphael se apresentou na Itália, Suíça, Argentina, Chile, México, Portugal, França, Canadá e Estados Unidos e começou a se livrar das drogas. Em 1994, decidiu se estabelecer nos Estados Unidos, onde passou a lecionar em uma escola superior de música, na cidade de Los Angeles. Mas a notícia de que a fundação Cultural Banco do Brasil tinha aprovado a gravação de um disco em homenagem ao compositor Capiba acabou trazendo Raphael de volta ao Brasil, no mesmo ano de 94. O tributo ao ‘Mestre Capiba – por Raphael e seus convidados’ contou com as participações de Chico Buarque, Paulinho da Viola, Caetano Veloso e Alceu Valença, entre outros. O disco só foi lançado em 2002, pela Acari Records, e Raphael já não vivia para ouvir. (40”)


Entra “Resto de Saudade”, fica até 2’15” e termina como bg 2’30”)
https://www.youtube.com/watch?v=q9qA60DFTik

Apresentador: Essa foi “Resto de Saudade”, uma composição de Capiba, interpretada por Raphael Rabello e Gal Costa. Durante a viagem ao Rio de Janeiro para gravação deste álbum, Raphael foi internado para desintoxicação. A AIDS não chegou a se desenvolver e os médicos avaliaram sua saúde como ótima. Nem as drogas, nem a doença levaram Raphael. O músico, de 32 anos, ficou sem ar enquanto dormia, em um episódio de apneia do sono – muito comum na família dele – e não amanheceu naquele 27 de abril de 1995.
Ao longo da carreira, Raphael recebeu diversos troféus, como o Prêmio ABCA, o Prêmio Sarney e por quatro vezes o Prêmio Sharp. Após sua morte, foram gravados dois álbuns em sua homenagem. A Escola Brasileira de Choro, com sede em Brasília, recebeu o nome de Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello. Em 1996, o Museu de Imagem e Som do Rio de Janeiro reuniu vários artistas, inclusive o grupo “Os Carioquinhas”, que se reencontrou especialmente para uma semana inteira de homenagens ao violonista. Um talento que começou precoce e também terminou antes do esperado.
Para fechar esse “Estúdio F” com chave de ouro: a música “Obrigado Rapha!”, do disco “Um abraço no Raphael Rabello”, gravado por diversos artistas em 2012, quando o violonista teria completado 50 anos. A composição é de Rogério Caetano e a execução, de Leo Gandelman no saxofone, Marco Pereira no violão e Pretinho da Serrinha na percussão. (1’40”)
Entra “Obrigado Rapha” e fica até o final. 2’30”
Entra música tema do Estúdio F e fica em BG com a narrativa abaixo grifada. (57”)
Apresentador: O programa de hoje foi roteirizado pela pesquisadora e jornalista Aline Veroneze com supervisão de Pedro Paulo Malta. O Estúdio F é apresentado toda semana pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro e nas Rádios Nacional de Brasília e da Amazônia, emissoras EBC – Empresa Brasil de Comunicação. Os programas da série também são uma das atrações do Portal das rtes. O endereço é www.funarte.gov.br. Cultura ao alcance de um clique! Você também pode ouvir o programa pelo site da EBC: www.ebc.com.br. Quem quiser pode escrever para nós, o endereço é: estudiof@ebc.com.br


  • Apresentador: Valeu, pessoal! Até a próxima!!!
  • OBS: O terceiro bloco tem um total de (14”)
  • Total aproximado (54')
  • CHAMADA:
  • Apresentador :Ele foi considerado o Mozart (Môzar) do choro, um primor das sete cordas. Arranjador, concertista, grande músico, um dos violonistas mais requisitados nos anos 80 e 90. Um talento, que despontou aos 12 anos de idade e que também se despediu bem cedo. Raphael Rabello é o homenageado do Estúdio F na segunda-feira, às 21 horas, aqui na Rádio Nacional. (20”)